Botas não falam! Ou falam?

Diguinho, em férias, anda calmamente pela praia quando ouve vozes. Mas, estranho, não há ninguém por perto… De repente, ele percebe de onde está vindo aquele falatório todo, leva um baita de um susto e corre, corre, corre, até chegar à casa da tia. Lá ele conta tudo… Mas tia Tita acha que o menino deve ter tomado muito sol na cabeça e passou a ouvir coisas demais porque…. botas não falam! Ou falam?

Um livro leve, divertido, que incentiva a leitura
de nossos clássicos da literatura,
estimula a criatividade, a empatia,
ajuda a formar cidadãos responsáveis
e apresenta ao jovem leitor de hoje
o mundo mágico da arte.

Muita pesquisa histórica, muito zelo linguístico, muita imaginação… Resultado? O jornalista e escritor Marco Antonio Rosa produz uma adaptação gostosa de se ler (originalmente, o conto é de 1878) e oferece aos pequenos leitores um mundo fantástico de possibilidades. O trabalho em sala de aula pode levar a apresentações teatrais além de ricas discussões sobre nossa sociedade, o meio ambiente, nossa maneira de agir em grupo. O Incrível Caso das Botas Falantes revela que somos seres moldados pelo que se viveu no passado ao mesmo tempo em que moldamos o futuro com nossas ações.

A obra é dividida em duas partes.

Na primeira, tudo acontece nos dias atuais, na linguagem de hoje. Diguinho, em férias, anda calmamente pela praia quando ouve vozes. Mas, estranho, não há ninguém por perto… De repente, ele percebe de onde está vindo aquele falatório todo, leva um baita de um susto e corre, corre, corre, até chegar à casa da tia. Lá ele conta tudo… Mas tia Tita acha que o menino deve ter tomado muito sol na cabeça e passou a ouvir coisas demais porque…. botas não falam! Ou falam?

Na primeira parte, uma história que acontece nos dias de hoje, com a linguagem de hoje.

Na parte seguinte, a mesma história é contada na linguagem da segunda metade do século 19, no distante ano de 1878. Foi quando o conto veio a público pela primeira vez, escrito por um jornalista de nome Eleazar. Só Eleazar. Sem sobrenome, sem um breve currículo, sem nenhum destaque especial.

Quem teve nas mãos a edição 112 do jornal carioca O Cruzeiro riu muito ao ler “Philosophia de uma par de botas”, um texto aparentemente despretensioso que ocupava quase toda a metade inferior da página 1 da publicação que circulou no dia 23 de abril. Para os mais distraídos, o texto fazia rir. Para os mais atentos, contudo, fazia pensar. Nele há muita crítica social, ironia, deboche.

Na segunda parte, a reprodução do texto original escrito por Eleazar, com o significado e o modo de escrever atuais de palavras e expressões da época.

Marco Antonio tomou a iniciativa de reunir as duas partes, oferecendo a possibilidade de comparação entre ambas. A comparação faz com que ganhe força uma dimensão histórica que, de outro modo, jamais viria à tona. História que, a princípio, se apresenta sob o ponto de vista linguístico, mas que – com o essencial trabalho do professor – se espraia e acaba permeando o nosso dia a dia.

Para que os alunos de hoje entrem no túnel do tempo e entendam como e o que escreviam os brasileiros daquela época, a Editora Mar de Livros realizou um delicado trabalho de diagramação que dá ao leitor a ‘tradução” imediata do que as palavras usadas por Eleazar queriam comunicar.

Mas, por que um texto de Eleazar?

Porque Eleazar era o pseudônimo, o nome falso, fictício, usado por Machado de Assis para escrever no diário O Cruzeiro. Naquela época, ninguém imaginava que Machado iria se tornar um dos maiores expoentes da literatura nacional, mundialmente conhecido e reconhecido. O incrível caso das botas falantes termina com uma biografia desse negro, de origem humilde, grande orgulho da nação brasileira.


A FICHA DO LIVRO

Título – O incrível caso das botas falantes
Coleção – Conto Recontado
Autor/adaptador – Marco Amtonio Rosa
ISBN 9788561765033
Formato – 14x21x0,5cm
Acabamento – brochura
Páginas – 64
Miolo (versão impressa) – uma cor
Faixa etária – a partir dos 10 anos

COMPRE AGORA

Siga a EDITORA MAR DE LIVROS e visite nossa livraria e distribuidora

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *